INFORMAÇÕES GERAIS

TOQUE NO PLAY P OUVIR EM AUDIO

Olá, sou o Jonas!

O que é uma tomografia?





As conquistas e desafios de um direito universal Passadas quase quatro décadas da promulgação da Constituição de 1988, os desafios da saúde no Brasil — bem como os de seu sistema público, gratuito e universal — permanecem complexos. É preciso considerar, antes de mais nada, que a saúde tem uma característica particular, que influencia de modo crucial as políticas públicas: embora seu orçamento seja necessariamente finito, a demanda é infinita e por vezes imprevisível. Assim, debates em torno da alocação de recursos ou da gestão do sistema são constantes e conflituosos. O Brasil é um país com dimensões continentais, com expressivas disparidades econômicas, sociais, sanitárias, demográficas e culturais, e uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Nosso sistema de governo é federativo, composto por 26 estados, Distrito Federal e 5570 municípios — sendo que estes se tornaram entes federativos, com autonomia política, financeira e administrativa, a partir da atual Constituição. O processo de criação do sistema de saúde do Brasil está relacionado com a redemocratização e com a própria reconfiguração da Federação brasileira. Hoje, o SUS opera em todos os municípios do país e, mesmo com suas muitas deficiências, representa um significativo avanço em relação ao cenário anterior a 1988. Saúde no Brasil: Movimento da Reforma Sanitária A história da criação do SUS está conectada ao Movimento da Reforma Sanitária, de meados da década de 1970. A saúde pública foi, na época, um dos eixos da luta e da resistência contra a ditadura militar. Os sanitaristas foram capazes de conciliar diferentes correntes e orientações políticas em torno de um objetivo único — o acesso gratuito e integral de todos os cidadãos aos serviços de saúde. Até então, a saúde era vinculada ao Instituto de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), sendo os serviços assegurados apenas a quem contribuísse. Em 1986, a 8ª Conferência Nacional de Saúde acolheu os princípios do projeto sanitarista, abrindo caminho para sua consolidação na Assembleia Nacional Constituinte. A criação do Sistema Único de Saúde no Brasil A criação do SUS põe em prática uma política federal de caráter descentralizador, que, conjugada à gratuidade e universalidade, o torna o maior sistema público de saúde do mundo. À União cabe o papel primordial de regulador, estimulador e avaliador das atividades de saúde. Estados e municípios têm a responsabilidade de planejar e executar os serviços que atendem às populações locais. Assim, os três entes federativos, em vez de concorrer, trabalham juntos. Os serviços de saúde são oferecidos, de forma articulada e complementar, por quem está na ponta, de onde se enxergam melhor as reais necessidades dos cidadãos. E a execução é mista: o serviço é prestado tanto pela rede pública como pela filantrópica e privada. A interação entre as esferas pública e privada — bem como a cooperação entre União, estados, municípios, entidades regulatórias e legisladores que disciplinam suas relações — é uma inesgotável fonte de conflitos. O sistema, desde o início, foi pensado com base na cooperação entre atores diversos, todos eixos indispensáveis para sua concretização. Outros princípios caracterizam o sistema brasileiro. Um deles é a possibilidade de participação social, através de conselhos, que acompanham, criticam e apoiam a gestão da saúde. Também a integralidade: uma atenção à saúde que abrange desde a promoção e a prevenção, passando pela redução dos casos de doenças e chegando até a reabilitação. Uma política descentralizada Analisar a história da saúde pública no Brasil é observar políticas de Estado concretizando-se em um contexto federativo. As diretrizes gerais de governos federais específicos, bem como a atuação do Ministério da Saúde em determinado período, estão por vezes condicionadas à capacidade de coordenação com os governos estaduais e municipais. E todos, por sua vez, respondem a um modelo de desenvolvimento econômico e social. Se a Constituição de 1988 e as leis do SUS que se seguiram (Lei n. 8.080 e Lei n. 8.142, de 1990) fundam o sistema, estabelecendo as regras do modelo brasileiro de atendimento à saúde, sua implementação se dá de maneira gradual, por meio de um processo contínuo e composto por múltiplas etapas, sob o pano de fundo de disputas políticas e articulações de interesses de diferentes segmentos da sociedade. Como tarefa primordial do Estado, a saúde é tão desafiadora quanto importante. Nas últimas décadas, passamos por embates sobre modelos de atendimento, por reformas administrativas em todos os níveis de governo, por legislações complementares, por dilemas do financiamento, por abrangentes campanhas de prevenção e controle de doenças, por sucessos e fracassos no enfrentamento de problemas sanitários. Nesta linha do tempo procuramos recontar alguns dos principais momentos desta trajetória — conhecê-la melhor é uma forma de se conectar com um tema que diz respeito ao futuro do país e a todos nós.

:




Tomografia: o que é e para que serve o exame
Tomografia é um exame não invasivo que consegue captar imagens de alta resolução, em 360 graus, de diversas partes do nosso corpo. Por Raquel Ribeiro Publicado em 20/06/2023, às 11:03 - Atualizado em 28/07/2026, às 17:59 tomografia Neste artigo, você vai ler: O que é e para que serve a tomografia? Como é feita a tomografia? Tipos de tomografia Preparo para tomografia Diferença entre tomografia e ressonância Qual o preço de uma tomografia? Um exame simples, não invasivo, indolor e rápido. E capaz de detectar uma série de doenças. Essa é a tomografia. Por combinar a imagem de múltiplos raio-x, esse exame oferece um estudo muito mais detalhado do que uma radiografia comum. Ele analisa diversas partes do corpo e pode diagnosticar desde doenças mais leves até tumores. Conheça a seguir mais detalhes sobre o exame. O que é e para que serve a tomografia? Trata-se de um exame indolor, não invasivo e que consegue captar imagens de alta resolução, em 360 graus, de diversas partes do nosso corpo, como ossos, cérebro, rins, entre outros. É feita em uma grande máquina chamada tomógrafo, semelhante a um túnel com uma espécie de maca para que o paciente se deite. Além de servir para visualizar órgãos do nosso corpo, a tomografia também é essencial no diagnóstico de doenças tanto de origem oncológica como neurológica em virtude de suas imagens serem de alta qualidade e precisão. Algumas delas são: Oncológica: Câncer de pulmão; Câncer de fígado; Câncer de pâncreas; Câncer de rim, entre outros. Neurológica: Hemorragia intracraniana; Tumores cerebrais; Aneurisma, entre outros. Devido ao grande poder de detalhamento, a tomografia é capaz de detectar nódulos ainda pequenos. Como é feita a tomografia? A tomografia é realizada por um técnico em radiologia. No exame, o paciente permanece deitado em uma mesa que se movimenta para dentro e para fora de uma espécie de túnel redondo (chamado de tomógrafo). Durante a realização do exame, o tubo de raio-x se move rapidamente em volta do paciente a fim de criar imagens precisas de diversos ângulos. Durante o exame, o paciente deve permanecer imóvel para que as imagens fiquem nítidas. Em alguns casos, ele deve prender a respiração em determinados momentos para um melhor resultado. Depois da aquisição das imagens, o médico radiologista lauda o exame, inserindo suas percepções acerca dos achados. Tipos de tomografia Existem diversos tipos de tomografia, cada uma delas com o objetivo de visualizar uma área específica do corpo. A tomografia deve ser evitada por mulheres grávidas por conta da radiação, embora possa ser feita em algumas situações. Vale ressaltar que, independente do resultado que se tenha em uma tomografia, outros exames complementares podem ser solicitados pelo médico para confirmar um diagnóstico. A seguir, explicamos as principais modalidades de tomografia. Tomografia de cabeça Chamada de tomografia de crânio, tem o intuito de avaliar a área do cérebro e caixa craniana. Por meio dela, pode-se fazer o diagnóstico de doenças vasculares como AVC, traumatismo craniano encefálico (TCE), tumores, hidrocefalia, além de fraturas e malformações. Tomografia de abdome Rins, baço, bexiga, parede abdominal, rins, fígado, pâncreas, estômago, intestino, útero, ovários e próstata são alguns dos órgãos que podem ser analisados na tomografia de abdome. Usado para identificar patologias nessas regiões, como traumas, tumores, apendicite, entre outras infecções e inflamações. Tomografia do tórax Por avaliar a região do tórax, esse tipo de tomografia é capaz de fazer o diagnóstico de doenças pulmonares e da caixa torácica, responsável por proteger o coração e os pulmões. Algumas doenças em que o método auxilia no diagnóstico são: pneumonia, embolia pulmonar e asma, por exemplo. Tomografia da coluna A tomografia de coluna permite examinar ossos, articulações e tecidos moles da coluna lombar. O médico pode solicitar quando o paciente se queixa de dores nas costas, dor ciática e desvios de coluna, por exemplo. Vale destacar que existem diversos tipos de tomografia da coluna, uma vez que essa parte de nosso corpo é uma estrutura extensa. A indicação é feita conforme a necessidade de investigar determinada estrutura de uma ou mais regiões do corpo. A seguir, os diferentes tipos: Tomografia da coluna cervical; Tomografia da coluna torácica ou dorsal; Tomografia da coluna lombar; Tomografia da coluna lombossacra; Tomografia da coluna total. Dentre tantas possibilidades, com o exame é possível identificar a presença de tumores, ferimentos, infecções, hérnia, entre outros. Preparo para tomografia O preparo para a tomografia irá depender do tipo de região que necessita de avaliação. Em geral, as orientações incluem: Jejum nos casos em que é necessário o uso de contraste, utilizado para avaliar os vasos sanguíneos. Por isso, informe-se no dia do agendamento; Uso de laxantes quando a área examinada pertence ao aparelho digestivo, por exemplo; Retirar brincos, joias, piercing ou qualquer item de metal, como roupas com zíper; Usar uma roupa de algodão durante o exame. Diferença entre tomografia e ressonância A diferença entre a tomografia e a ressonância magnética está no método de aquisição das imagens. Enquanto na tomografia são utilizados raios-X que produzem imagens mais detalhadas de estruturas internas do corpo, como ossos e dentes, a ressonância utiliza o campo magnético para gerar imagens das estruturas analisadas. Ambos os métodos são importantes e peculiares para algumas doenças específicas, não havendo método superior na radiologia. Na verdade, todos os métodos diagnósticos são considerados complementares entre si porque podem ser utilizados em conjunto para auxiliar no diagnóstico.


Área Administrativa







: